Rss

Get Adobe Flash player

 
Dar Voz ao Adepto: José Alberto Costa
Sexta, 07 Janeiro 2011

O dia 26 de Dezembro de 2010 marcou mais do que a estreia de José Guilherme como treinador principal de um clube do principal escalão do futebol português. Lado a lado com o ex-adjunto de Carlos Queiroz na selecção portuguesa estava uma cara bem conhecida dos sócios e simpatizantes da Briosa.

Aos 57 anos, José Alberto Costa estava de regresso a casa, agora nas funções de treinador-adjunto, num momento muito saudado pelos adeptos da Académica. O braço direito de José Guilherme, para além de aliar o inegável conhecimento futebolístico que possui, é ainda visto por ser alguém que pode transmitir os valores da Briosa aos actuais jogadores que fazem parte do plantel dos “estudantes”.

Em 1971, José Alberto Costa estreava-se com a camisola da Académica, uma camisola que vestiu durante 159 jogos, até 1978, tendo inclusivamente sido internacional português enquanto jogador dos “estudantes”, numa partida frente à selecção francesa.

Em 1978, Costa deixou Coimbra e rumou ao norte do país onde passou a representar o FC Porto. Mas o destino estava traçado… Volvidos tantos anos, ei-lo novamente: Costa está outra vez na Briosa.

“A Académica foi o período mais marcante da minha vida, quer como cidadão, quer como desportista. Foi um período de emancipação, de afirmação, de independência, de influências, onde construí a minha personalidade... Foi o meu período da juventude, uma época muito marcante. Era importante saber o espírito académico, saber funcionar em conjunto, saber o que é ser leal, amigo, solidário… É uma escola onde reforcei todos os princípios que me foram dados desde o berço. Tudo isso se transforma numa vivência de emoções.”, começa por dizer José Alberto Costa, quando instado a comentar o que significa, afinal, a Académica.

E verdade seja dita. Apesar de todos estes encontros e reencontros, o agora treinador adjunto da Briosa diz que levou a Académica para todo o lado, até porque o sentimento “perdura eternamente”.

“Todos os que passam em Coimbra, e em muito especial pela Académica, nunca a esquecem… Por vezes, a vida faz com que as pessoas se afastem de Coimbra e da Académica mas faz também com que o coração e os sentimentos perdurem eternamente. Por isso, este regresso é gratificante por todas estas razões… É quase como rejuvenescer, sentir orgulho em estar na Académica… Transmitir a experiência a estes jovens e dizer-lhes o que é a cultura da Académica e os valores que ela defende é algo que me preenche.”, revelou, admitindo também que para este regresso muito ajudou a competência de quem o convidou.

“Já conheço o José Guilherme há muitos anos. É um treinador muito competente, a vários níveis, e claro que o facto de ser ele a convidar-me também me fez regressar a Coimbra.”, adiantou.

E que diferenças encontra José Alberto Costa após todos estes anos? Algumas, como é óbvio, mas a principal reside ao nível das condições de trabalho, onde a construção da Academia Dolce Vita foi, de facto, um impulso importante para o desenvolvimento do futebol da Académica.

“Encontro muitas diferenças, nomeadamente ao nível das condições de trabalho. Contudo, o aumento do nível competitivo fez com que a Académica se adaptasse aos novos tempos. É a lei da vida... Deve-se encarar esta realidade e sentir que é possível a Académica ser diferente mesmo numa competição altamente profissional. Acho que é possível conciliar isso.”, revelou.
 

Os momentos mais marcantes de José Alberto Costa na Académica

Ao serviço da Académica durante vários anos, José Alberto Costa guarda, com toda a certeza, vários momentos vividos na Briosa que nunca mais irá esquecer. O Site Oficial dos “estudantes” quis saber que momentos foram esses e por isso a pergunta até surgiu com alguma naturalidade. A resposta também…

“Tenho muitos episódios na minha cabeça… O período conturbado da Académica e do Académico, por exemplo. Foram momentos emotivos, não dramáticos porque houve um desenvolvimento feliz. A descida de divisão… Lembro-me que nesse dia juntámo-nos no balneário e combinámos que ninguém ia sair. No ano a seguir, fomos campeões com muitos pontos de diferença… Foram emoções que nunca esquecerei. Fui internacional A pela Académica e uma vez tive de sair num jogo contra o Benfica, tive dez minutos de fora, e quando entrei foi quando senti mais os aplausos na minha carreira desportiva, que felizmente teve pontos altos.”, afirmou.

Jogadores como Gervásio, os irmãos Campos, Serafim ou Rui Rodrigues foram alguns dos que mais marcaram a carreira de José Alberto Costa na Briosa, mas todos aqueles com que jogou merecem uma palavra especial…

“Todos os meus colegas mais velhos com quem tive o prazer de jogar na Académica ajudaram-me de uma forma fantástica. Foram pontos de luz num destino que fui traçando ao longo dos tempos. Joguei com jogadores fantásticos…”, lembra.

Já na recta final da entrevista, José Alberto Costa foi ainda desafiado a convencer um adepto a ir ver um jogo da Briosa. Que lhe diria, então, o treinador adjunto dos “estudantes”?

“Primeiro tinha de ler a História da Académica, de Coimbra, da Universidade e perceber o que é a paixão associada à Académica. A partir daí seria mais fácil convencer alguém a ver um jogo de futebol.”, terminou.

Claro que esta é uma História em aberto... Muitos momentos, bons e maus, estarão para vir. Mas sempre, sempre com a Académica no coração, porque "os sentimentos perduram eternamente". 



“Foi com enorme orgulho que vivi a internacionalização, servindo um clube ao qual me ligavam e ligam laços tão profundos e que contribuiu indelevelmente para a minha formação como homem, como cidadão e como atleta.”, Costa, antigo jogador da Académica.

 Sócios

Faz-te Sócio

 Loja Online

Loja Online

 Histórico e Palmarés

Histórico e Palmarés

 Redes Sociais

 

 E-Sports

E-Sports

 Briosa Pelo Mundo

Briosa pelo Mundo

 Press Center

Press Center

 Newsletter da Académica

Clique aqui