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Não há nenhum estudante de Coimbra que não conheça o Restaurante Couraça. Só isso diz bem da importância que o estabelecimento representa para a força viva da cidade e quem o visita rapidamente percebe que está num sítio... diferente. As gravuras pintadas nas paredes do restaurante chamam a atenção de qualquer um e ali estão representados, na perfeição, alguns dos episódios marcantes por que passam os estudantes de Coimbra. Situado na zona histórica da cidade, junto à Universidade de Coimbra, o Couraça é local de passagem obrigatório para as capas e batinas que ali passeiam seja de dia ou... de noite. Naquele espaço, há já muito para contar. Houve jantares de curso, houve festas, houve alegrias e tristezas, mas há também algo que nos trouxe até aqui. No Couraça, respira-se Académica... |
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O traje universitário é substituído pela farda preta com o símbolo da Briosa usada pelos funcionários e pelo dono do restaurante e esse é o principal chamariz em como existe ali uma mística especial. Na vitória ou na derrota, não há ninguém capaz de falar mal da Briosa à frente de Rui Ferreira, proprietário deste carismático espaço da Cidade, e adepto fervoroso dos "estudantes" que o "Dar Voz ao Adepto" foi encontrar no Couraça, restaurante no coração de Coimbra que só bate pela Académica. "A Académica é a minha vida... Sigo a Académica há 15 anos e para mim é tudo. Só não vivo para ela porque não consigo! Tenho já tantas histórias, tantas aventuras para contar...", diz Rui Ferreira, ainda a recordar os fins-de-semana dos últimos quinze anos onde o preto da Briosa surge como denominador comum. E como Rui admite, são muitas as histórias e aventuras que ficam para contar. São domingos passados a correr atrás da Académica, estivesse ela onde estivesse. Sempre com o seu grupo de seis amigos a acompanhá-lo, Rui Ferreira não hesita em apoiar a Briosa por esse Portugal fora e lembra alguns dos jogadores que o fazem recordar grandes momentos. "O Dário foi o meu jogador preferido da Académica. Era um grande avançado. Agora, gosto muito do Diogo Melo. Foi uma grande contratação, tem sido um óptimo jogador e faz uma grande diferença em campo. Mas houve tantos jogadores que já vi jogar...", lembra Rui Ferreira, ainda a lembrar viagens antigas e a trazer à memória as entradas no estádio com a Mancha Negra, sempre "momentos únicos". O amor pela Briosa corre nas veias deste adepto apaixonado pela Académica e parece não haver obstáculos que parem a memória de Rui Ferreira. Sempre a par da actualidade dos "estudantes", não faltam motivos de conversa no Couraça e os amigos de Rui não perdem a oportunidade de se meterem com ele na altura da fotografia da praxe. Mas antes disso, lançámos um desafio. Como é que Rui Ferreira convencia um adepto a ir ao Estádio apoiar a Briosa? A resposta surgiu na ponta da língua... "É fácil! Neste momento estamos a jogar muito bem e convencia qualquer um a ir. Dizia-lhe 'Junta-te a nós! O lema da Mancha diz tudo: Se jogasses no céu morria para te ver'... É impossível ficar indiferente a esta frase", refere. Ainda jovem e com muitos jogos pela frente, Rui Ferreira não tem medo de sonhar e diz que, um dia, gostaria de ver a Académica a jogar na Europa e a conquistar uma Taça. Até porque, como o próprio referiu, um jogo na Europa, fosse onde fosse, contaria sempre com a presença deste adepto fervoroso da Briosa. Todos os dias, no Couraça, respira-se e sente-se Académica. No Estádio, é esse o sentimento e o amor que todos gostavam de ver.
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“Vamos alertar os afastados, abanar os distraídos, sacudir os indiferentes, em cada terra, em cada rua, em cada esquina, hoje, amanhã e na semana que vem.”, discurso de posse do Presidente da Académica, Mendes Silva, em 1990.










