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No dia em que lança esta iniciativa, a Académica tem o prazer de dar a conhecer um dos seus maiores adeptos. Chama-se Nicolau Oliveira, tem 53 anos e actualmente é o dono do Restaurante Cova Funda, na baixa de Coimbra, mais conhecido pelo “Espanhol”. “Eles (os espanhóis) tiveram cá muitos anos, daí o nome”, explica-se Nicolau, em declarações exclusivas aos Site Oficial da Académica. Dar a conhecer é uma expressão que, neste caso, nem encaixa muito bem no texto. Isto porque todos sabem onde encontrá-lo ao domingo… Todos os fins-de-semana, Nicolau vai ver a Académica jogar, seja em casa ou fora, embora por vezes o trabalho não o deixe sair da cidade para acompanhar os “estudantes”. Mas uma coisa é certa: em Coimbra, nada o impede de ir ver a Académica. |
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“Saio de casa para ir ver a Académica porque é a Académica. Se fosse outro clube não ia… Só vou porque é a minha Briosa. Vou com a Académica para onde ela me levar. Esta é a mais pura das verdades.”, começou por dizer Nicolau, ainda a olhar para as paredes do Restaurante Still Is, local escolhido para a entrevista. Com 53 anos de vida, Nicolau Oliveira está há 41 em Coimbra e o amor pela Académica começou logo aí. “Há 41 anos vim para Coimbra e a partir daí foi logo um grande amor pela Académica. A Académica para mim é tudo. Quem vem para Coimbra é impossível não se apaixonar pela Briosa. Explicar o que é para mim a Académica não é uma tarefa fácil.”, continuou, ainda sem saber da surpresa que o esperava. O tema da vitória na Luz surgiu naturalmente até porque essa foi a última grande alegria que a Académica lhe deu, entre muitas, como é óbvio. E foi então que surgiu Laionel, autor do segundo golo frente ao Benfica. O aperto de mão automático, o agradecimento, o abraço e o pedido para repetir aquele grande momento… Nicolau não se intimidou e Laionel agradeceu, ainda espantado pelas palavras que acabava de ouvir. “Os momentos mais importantes que tenho na memória são as subidas de divisão, foram momentos únicos. E agora estes anos todos na primeira também são muito bons. Esta vitória na Luz foi a última grande alegria que a Académica me deu. Mas já me deu muitas. Tenho 53 anos, 41 de Coimbra e de Académica, por isso adoro este símbolo. Não vejo mais nada à frente.”, disse. E para sexta, frente ao Olhanense, nada melhor que dar mais uma alegria a este adepto da Académica que, como se sabe, lá estará no Estádio para apoiar a Briosa. Sempre com o seu grupo de amigos a acompanhá-lo, Nicolau Oliveira admite que até já empurrou clientes seus para os jogos da Briosa. “Tento sempre convencer toda a gente a ir ver os jogos. Às vezes até os empurro para a porta do Estádio. Quando estou no restaurante e vou para o jogo, tento sempre levar algum cliente comigo. Vou ver todos os jogos e adoro a Académica.”, frisou. Na vitória e na derrota, Nicolau tem sempre o mesmo discurso e para ele é impossível dizer mal da Briosa. Nem depois de uma derrota copiosa Nicolau é capaz de o fazer e confessa que até já se chateou só de ouvir alguém dizer mal da Académica. “Não consigo dizer mal da Académica. É impossível. Podem perder por não sei quantos mas nunca irei dizer mal da Académica. E já me chateei com amigos meus porque eles estavam a dizer mal e eu zanguei-me com eles.”, salientou. Por entre a contagem de cachecóis que este adepto da Académica tem em casa, Nicolau foi ainda questionado sobre o que gostaria de ver esta temporada. Pronto, como sempre, o dono do Restaurante “Cova Funda” admitiu que assim, a Brios vai longe. “Gostava que continuassem no rumo que estão a seguir. O meu desejo é que mantenham esta equipa, este tipo de jogo porque assim vamos longe. Quero que continuem conforme têm estado.”, terminou, afirmando ainda que gostaria de ver novamente a Briosa a jogar nas competições europeias. E assim terminou a conversa com Nicolau Oliveira, o primeiro entrevistado de uma iniciativa que a Académica pretende levar a cabo esta época. Durante a semana em que a Briosa joga em casa, já ninguém se admira de ver um adepto a falar para o Site Oficial dos “estudantes”. Afinal, somos diferentes… |
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“Não há em Portugal equipa mais devotada às suas cores do que a da Académica. Como a nossa, nenhuma sente a tristeza da sua massa associativa e isto dá-nos aquela nobre combatividade que tanto surpreendeu os críticos.”, Cristóvão Lima, na hora da despedida dos relvados























